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terça-feira, 31 de março de 2009

Tabela de Pontos

Agora irei revelar o maior segredo depois da Arca de Noé, a pontuação da aula anterior:

Cada piscina nadada corresponde a:

Crawl: 5 pontos
Costas: 10 pontos
Peito: -9 pontos
golfinho: -4 pontos
pernada de crawl: 15 pontos
pernada de costas: 6 pontos
pernada de peito: 4 pontos
pernada de golfinho: 60 pontos
braçada de crawl: -5 pontos
braçada de costas: 30 pontos
braçada de peito: -10 pontos
braçada de golfinho: 25 pontos
salto: 50 pontos
mergulho: -20 pontos
trocar sequencia: -50 pontos
parar em demasia: -40 pontos
esquecer de falar a sequencia: -40 pontos

AGORA O GRANDE MOMENTO, QUEM SERÁ O VENCEDOR:

1º MOISÉS : 438 PONTOS
2º TATIANA : 436 PONTOS
3º VITÓRIA : 432 PONTOS
4º LUCAS : 372 PONTOS
5º PAULO : 328 PONTOS
6º FRANCISCO : 320 PONTOS
7º BRUNA : 318 PONTOS
8º FÁBIO : 228 PONTOS
9º ANDREA : 214 PONTOS
10º DIVALDO : 204 PONTOS
11º LEANDRO : 160 PONTOS
12º MIDORI : 128 PONTOS
13º EVENILSON : 123 PONTOS
14º HENRIQUE : 116 PONTOS
15º JOÃO : 92 PONTOS
16º BÁRBARA : 32 PONTOS

PARABÉNS A TODOS QUE PARTICIPARAM DESTA BRINCADEIRA, AGUARDEM A PRÓXIMA EDIÇÃO!!!!!!

segunda-feira, 30 de março de 2009

AULA DIA 30/03/2009 - AULA BIG BROTHER MOVIMENTOS

AULA BIG BROTHER MOVIMENTOS

REGRAS


VOCÊ PODERÁ NADAR TODOS OS ITENS DA TABELA DE PONTOS ABAIXO RELACIONADOS – A PONTUAÇÃO DE CADA ITEM É SEGREDO, PARA A BRINCADERA FICAR MAIS DIVERTIDA - SOMENTE SERÁ DIVULGADA NA PRÓXIMA AULA OS VALORES DE CADA ITEM.
CADA ITEM CORRESPONDERÁ A UMA PONTUAÇÃO OU NENHUMA PONTUAÇÃO – SERÁ UMA PROVA DE SORTE E INTUIÇÃO.

PREMIAÇÃO: UM SQUEEZEE (O VENCEDOR SERÁ PROCLAMADO NA PRÓXIMA AULA)

REGRAS OBRIGATÓRIAS:

1) ANTES DE CADA ITEM O ALUNO DEVERÁ DIZER O QUE VAI NADAR E SUA QUANTIDADE
2) SE ESQUECER DE FALAR A SEQUENCIA O ALUNO PERDERÁ PONTO DE ACORDO COM TABELA ABAIXO
3) PARADAS DE MAIS DE 45 SEGUNDOS SERÃO TIRADOS PONTOS COMO MOSTRA A TABELA
4 )TROCAR DE SEQUENCIA TAMBÉM PERDERÁ PONTOS CONFORME TABELA


TABELA DE PONTOS

CRAWL - SEGREDO
COSTAS - SEGREDO
PEITO - SEGREDO
GOLFINHO - SEGREDO
PP CRAWL - SEGREDO
PP COSTAS - SEGREDO
PP PEITO - SEGREDO
PP GOLFINHO - SEGREDO
BB CRAWL - SEGREDO
BB COSTAS - SEGREDO
BB PEITO - SEGREDO
BB GOLFINHO - SEGREDO
SALTO - SEGREDO
MERGULHO - SEGREDO
NÃO FALAR SEQUENCIA - CADA VEZ ESQUECIDA : - 40 PONTOS
TROCAR SEQUENCIA FALADA - CADA VEZ : - 50 PONTOS
PARAR EM DEMASIA : - 40 PONTOS

BOA SORTE A TODOS! QUE VENÇA O MAIS SORTUDO!!!!!

domingo, 29 de março de 2009

TESTE DE RESISTÊNCIA


TESTE DE RESISTÊNCIA-RESULTADOS
Teste realizado nos dias 27 e 28/03/2009 - Os alunos nadaram durante 60 minutos. Os resultados estão abaixo relacionados:
Paula- 1050m
Alexandre - 2100m
André - 2000m
Vitória - 1400m
Tânia - 2500m
Lizandro - 1800m
Bruno - 2800m
Henrique - 1500m
Midori - 1200m
Luciane - 2100m
Moisés - 2700m
Talita - 1550m
Mônica - 2500m
India - 2200m
Gabriel - 1350m
Vera - 2200m
Jorge - 1950m
Marcela - 2050m
Ingrid - 1150m
Tui - 2050m
Lucas - 1600m
Sílvia - 1400m
Zulma - 800m
Marcos - 1900m
Dalton - 2200m
Nicolas - 900m
Parabéns a todos e no próximo teste esperamos melhorar!

sexta-feira, 27 de março de 2009

AULA DIAS 27 e 28/03/2009


Aula dias 27 e 28/03/2009

Vamos fazer um teste bem legal: Nadar durante 60 minutos. Procurar nadar o máximo de piscinas possíveis. Por favor, conte as piscinas para avaliarmos seu desempenho. Utilizar todos os estilos. Descansar o mínimo possível para atingir um padrão olímpico.

Total: máximo de piscinas possíveis

quarta-feira, 25 de março de 2009

AULA DIA 25/03/2009


Aula dia 25/03/2009 – quarta-feira

SIGA AS INSTRUÇÕES:

Você acaba de ganhar uma passagem pela MOVIMENTOS’TUR de cruzeiro pelo Oceano Atlântico. No meio do caminho o barco entrou em colapso e afundou devido a causas sobrenaturais. Para você se salvar precisará nadar até a praia mais próxima que fica a 2600m de distância. O mar está infestado de tubarões, por isso é aconselhável não parar. Não quero ver meus lindos alunos mortos... THE END!
Vamos nadar esta distância de camiseta.

Total: 2600m

segunda-feira, 23 de março de 2009


Gasto Calórico na Natação
fonte: www.cdof.com.br

Para calcular o gasto calórico no nado específico, faça as operações abaixo:

Estilo livre, rápido e esforço vigoroso: 9.9 x Peso do praticante(kg) x Tempo da atividade em min./60min.
Estilo Livre ,lento e esforço moderado: 8 x Peso do praticante(kg) x Tempo da atividade em min./60min.
Costa Geral: 8 x Peso do praticante(kg) x Tempo da atividade em min./60min.
Peito Geral: 9.9 x Peso do praticante(kg) x Tempo da atividade em min./60min.
Golfinho (borboleta): 11 x Peso do praticante(kg) x Tempo da atividade em min./60min.
Crawl rápido ( ~70m/ min): 11 x Peso do praticante(kg) x Tempo da atividade em min./60min.
Crawl lento (~50m/min): 8 x Peso do praticante(kg) x Tempo da atividade em min./60min. Natação lazer: 6 x Peso do praticante(kg) x Tempo da atividade em min./60min.



Queimar calorias Sabe quantas calorias gasta em 30 minutos de step, bicicleta, natação, escalada, caminhada ou remo?

Queimar calorias em 30 minutos*

1.Step Um dos exercícios cardio mais eficazes. Exercita pernas, ancas e glúteos, queimando aproximadamente 400 calorias em 30 minutos.

2. Bicicleta Indoor ou outdoor, pedalar é também um dos melhores exercícios para queimar calorias. Dependendo da velocidade e resistência pode queimar entre 250 a 500 calorias.

3. NataçãoUm desporto completo para o corpo, sendo também um excelente treino para outras actividades. Em meia hora pode queimar mais de 400 calorias.

4. Raquetebol Apesar de não ser ainda uma modalidade muito divulgada em Portugal, é bastante popular em países como os E.U.A. É um excelente treino cardiovascular e queima em média 400 calorias em 30 minutos.

5. Escalada Exige muita força de braços, pernas e requer um significativo dispêndio energético. Trinta minutos de escalada equivalem, em média, a 380 calorias perdidas.

6. Correr Tudo o que necessita para ficar em forma é de um par de ténis. Pode queimar facilmente 300 calorias em 30 minutos.

7. Elíptica Uma excelente forma de treinar a resistênciacardiovasculare endurance no ginásio, que lhe assegura uma perda de cerca de 300 calorias em meia-hora.

8. Remo Para além de promover essencialmente a força de braços, é simultaneamente um bom treino cardiovascular. Queima 300 calorias em 30 minutos.

9. Esqui Exercita tanto a parte inferior como a superior do corpo. Ronda as 330 calorias.

10. CaminhadaUma forma mais moderada de exercício cardiovascular. Caminhar meia hora queima aproximadamente 180 calorias, mas se intercalar com sprints ou declives acentuados, pode facilmente ultrapassar este número.

*As calorias apresentadas referem-se a uma pessoa com peso de 66kg.




Efeitos do treinamento de força

Efeitos do treinamento de força sobre o desempenho de resistência muscular

Fonte: Prof. Esp. Rommel da Silva Leite* Prof. Ms. Pedro Ivo Cardoso Cossenza** Prof. Dr. Roberto Simão**Prof. Msd. Alex Souto Maior**
www.efdeportes.com

A força muscular pode ser definida como a quantidade máxima de força que um músculo ou grupo muscular pode gerar em um padrão específico de movimento, e é considerada uma capacidade física importante para o condicionamento físico não só para atletas como também para indivíduos não atletas (KOMI, 2003). De acordo com Fleck e Kraemer (1999) o termo treinamento de força tem sido usado para descrever um tipo de exercício que requer que os músculos se movam (ou tentem se mover). Assim, funcionam contra uma determinada resistência, sendo que esta é normalmente representada por algum tipo de equipamento, seja em forma de máquinas ou pesos livres. Outros tipos de exercícios como corridas em aclive e pliometria também são considerados como treinamento de força.
Estudos demonstraram que o treinamento de força induz a hipertrofia das fibras do tipo I e II, além disso, gera pouco ou nenhum aumento das atividades enzimáticas associadas à fonte de energia ATP- CP e da fonte de energia da glicólise anaeróbia (FLECK e KRAEMER, 1999). Parece que as alterações nas atividades enzimáticas dependem do tipo de protocolo de treinamento empregado. Entretanto, no que se refere à densidade da mitocôndria e capilar, o treinamento de força parece diminuir ou não causar alteração dependendo do protocolo de treinamento utilizado (MAC DOUGALL et al., 1979). Estas adaptações podem levar a uma atenuação da capacidade oxidativa dos músculos. Sendo assim, após o resultado destes estudos muitos atletas de resistência como corredores de longa e curta distância e triatletas, passaram a não utilizar o treinamento de força muscular temendo comprometer seu desempenho de resistência (FLECK e KRAEMER, 1999).
Alguns estudos sobre treinamento simultâneo de força e resistência têm demonstrado que o treinamento de força muscular não prejudica o desempenho de resistência (BISHOP et al., 1999; GETTMAN e POLLOCK, 1981), enquanto outros estudos demonstraram produzir uma melhora na resistência muscular (HOFF et al., 1999; JOHNSTON et al., 1997; MARCINIK et al., 1981; HICKSON et al., 1980).
O objetivo do presente artigo é fazer uma revisão de literatura a respeito da influência do treinamento de força no desempenho de resistência.
Efeitos do treinamento de força sobre o consumo máximo de oxigênio (VO2 máx.)
O VO2 máximo pode ser definido como a máxima capacidade de captação (pulmões), transporte (coração e vasos) e utilização de oxigênio (principalmente pelos músculos), durante o exercício dinâmico (SILVA e TORRES, 2002). Estudos demonstraram resultados bastante controversos devido, principalmente, aos diferentes protocolos de treinamento utilizados. Estudos em programas de treinamento de força em circuito não produziram aumentos substanciais no VO2 máx de indivíduos sejam atletas ou de indivíduos interessados em aumentar a sua aptidão física (FLECK e KRAEMER, 1999; SIMÃO, 2002). Da mesma forma outros estudos (BISHOP et al., 1999; HOFF et al., 1999; JOHNSTON et al., 1997; HICKSON et al., 1980) relataram haver pouca ou nenhuma alteração no VO2 máx. apesar do aumento na força muscular, quando utilizado o treinamento de força tradicional. Por outro lado, GETTMAN e POLLOCK (1981) estudando um grupo de homens e mulheres saudáveis, verificaram um aumento de 17% no VO2 máx. no grupo que utilizou treinamento de força em circuito combinado a exercícios de corrida, enquanto o grupo que treinou somente força em circuito, aumentou em 12%.
O treinamento de força com altas cargas não é normalmente considerado a ter um impacto sobre o VO2 máx. Entretanto, o VO2 máx. de fisiculturistas competitivos, levantadores de peso olímpicos e levantadores de força atinge de 41 a 55 ml/kg/min (KOMI, 2003), que são valores médios para o VO2 máx.2 . Isso poderia ser interpretado a significar que o treinamento de força pode causar aumento no VO2 máx. em alguns, mas não todos os programas de força. A última explicação é mais plausível. Tais fatores como o volume de treinamento total, os períodos de descanso entre as séries e exercícios envolvendo grandes massas musculares versus pequenas musculaturas poderiam levar em conta diferenças no VO2 máx. entre atletas de treinamento de força de elite.
O treinamento com pesos em circuito consiste de se desempenharem conjuntos de exercícios de 12-15 repetições a 40-60 % de um 1RM com 15-30 segundos de intervalo entre as séries (GETTMAN e POLLOCK, 1981). Esse tipo de treinamento causa um aumento moderado no VO2 máx. de 4 % nos homens e 8 % nas mulheres em 8-20 semanas de treinamento. Um programa de treinamento de força mais tradicional usando 3-5 séries resulta em ganhos moderados no VO2 máx. absoluto (9 %) e relativo (8 %) em um período de 8 semanas (HICKSON et al., 1980; STONE et al., 1983).
Nesse estudo, durante as primeiras cinco semanas de treinamento, 3-5 séries de um exercício de 10 repetições por séries e períodos de repouso de 3-4 minutos entre as séries, foram desempenhados por duas sessões de treinamento por dia em 3 dias alternados por semana. Em dois dias da semana, cinco séries de 10 saltos verticais foram desempenhados, fazendo um total de cinco dias de treinamento por semana. Esse período de treinamento resultou no ganho em VO2 máx. (39,5-42,4 ml/kg/min-1). As duas semanas seguintes de treinamento foram essencialmente iguais às primeiras cinco semanas exceto às três séries, que foram de cinco repetições por exercício que foram realizados. Esse período de treinamento não resultou em maior aumento no VO2 máx. Os resultados desses (HICKSON et al., 1980; STONE et al., 1983) estudos indicam que um grande volume de treinamento típico de força pode resultar em ganhos moderados no VO2 máx. Entretanto, o aumento no VO2 máx. trazido pelo treinamento de força é de uma magnitude menor que os ganhos de 15-20 % normalmente associados com um programa de treinamento tradicional de corrida, ciclismo ou natação (WILMORE e COSTILL, 2001).
De acordo com os estudos, as alterações no VO2 máx. gerados pelo treinamento de força dependem do tipo de protocolo de treinamento utilizado; as mudanças não aconteceram com o treinamento de força tradicional. Entretanto, aumentos do VO2 máx. foram observados a partir do treinamento de força em circuito. O que enfatiza o ponto, de que o tipo de programa afetará as adaptações no VO2 máx., principalmente em indivíduos destreinados. Em indivíduos treinados, essa melhora parece ser hipotética e não baseada em evidências científicas (SIMÃO, 2002).
Efeitos do treinamento de força sobre a economia de movimento
De acordo com ANTONIAZZI et al. (1999) uma melhora na economia de movimento permite ao atleta aumentar a eficiência mecânica e a utilizar menos energia. Assim, auxilia na redução da demanda de oxigênio para realizar os movimentos por mais tempo e por maiores distâncias em uma dada velocidade, podendo gerar aumentos no desempenho de resistência. HOFF et al. (1999) estudaram um grupo de esquiadoras treinadas que participaram de um treinamento de força de alta intensidade específico para membros superiores. O resultado deste estudo demonstrou aumento significativo na economia de movimento de impulso com os bastões. Da mesma forma, o estudo de JOHNSTON et al. (1997) foram encontradas melhoras significativas na economia de movimento no grupo de corredoras de longa distância que participaram de um programa de treinamento simultâneo de força e resistência (corrida em esteira), consequentemente, o grupo que treinou somente resistência não apresentou mudanças significativas. Esses estudos indicam que o treinamento de força melhora a economia de movimento de exercícios de resistência como corrida de longo ou curto período, ciclismo e esqui em indivíduos treinados e não treinados.
Efeito do treinamento de força sobre o limiar de lactato
Segundo WILMORE e COSTILL (2001) o aumento do limiar de lactato é um fator importante na melhora do desempenho de atletas de resistência altamente treinados aeróbiamente. A capacidade de se exercitar numa intensidade elevada sem acúmulo de lactato é benéfica para o atleta, pois a formação de lactato contribui para a fadiga. Estudos demonstraram que o treinamento de força de alta intensidade produz pouca ou nenhuma mudança no limiar de lactato em atletas de ciclismo e corrida (BISHOP et al., 1999; HICKSON et al., 1980). Por outro lado, MARCINICK et al. (1991) observaram que o treinamento de força gerou aumento significativo de 12% no limiar de lactato durante exercícios de ciclismo e corrida com intensidade entre 55% e 75% do VO2 máx. em homens saudáveis não treinados. Eles concluíram que a melhora na performance de resistência foi associada ao aumento no limiar de lactato. De acordo com estes estudos, parece que o treinamento de força é capaz de gerar alterações significativas no limiar de lactato somente em indivíduos não treinados.
Efeitos do treinamento de força sobre o tempo até a exaustão
Aumentar a capacidade do corpo em prolongar esforços repetitivos tanto de alta quanto de baixa intensidade (aumentar o tempo até a exaustão) pode ser considerado como um fator que indica melhora no desempenho de resistência (ANTONIAZZI et al., 1999). HOFF et al. (1999) investigaram esquiadoras treinadas, estudando os efeitos de um programa de treinamento com pesos de alta intensidade. Os resultados apresentaram aumento no tempo até à exaustão tanto para o grupo que utilizou treinamento de força quanto para o grupo de controle, porém, o aumento foi maior para o primeiro grupo. Um outro estudo realizado por HICKSON et al. (1988) demonstraram que o treinamento de força, embora não tenha gerado aumentos significativos no VO2 máx. gerou um aumento de 47% no tempo até a exaustão durante o exercício de bicicleta e de 12% no exercício de corrida pós-treinamento em indivíduos não atletas do sexo masculino. Da mesma forma, outros estudos (MARCINIK et al., 1991; ANTONIAZZI et al., 1999; HICKSON et al., 1988) encontraram aumentos substanciais no tempo até a exaustão também na corrida e ciclismo. De acordo com os estudos, foi observado que apesar de gerar pouca ou nenhuma mudança no VO2 máx., o treinamento de força gera aumentos no tempo até a exaustão em exercícios de corridas de longa ou curta distância, ciclismo e de esqui executados tanto por atletas treinados quanto sedentários.
Efeitos do treinamento de força sobre a freqüência cardíaca
Durante um exercício, ocorrem varias alterações cardiovasculares. Todas apresentam um objetivo comum: permitir que o sistema cardiovascular satisfaça as demandas aumentadas impostas a ele, e que o mesmo realize suas funções com máxima eficiência. A freqüência cardíaca aumenta em proporção direta a intensidade do exercício até se encontrar próximo a ponto de exaustão. À medida que se aproxima desse ponto, a freqüência cardíaca começa a se estabilizar, indicando que está aproximando - se do valor máximo, ou seja, a freqüência cardíaca máxima (WILMORE e COSTILL, 2001).
De acordo com ANTONIAZZI et al. (1999) o treinamento de força isoladamente parece reduzir significativamente a freqüência cardíaca de repouso e tende aumentar não muito significativamente a freqüência cardíaca máxima em uma população com indivíduos sadios, com idades entre 50 a 70 anos que não praticaram nenhum tipo de exercício físico nos seis meses que antecederam o estudo. Por outro lado, alguns estudos que envolveram o treinamento simultâneo de força e resistência, demonstraram haver pouca ou nenhuma mudança na freqüência cardíaca máxima pós- teste (GETTMAN e POLLOCK , 1981; JOHNSTON et al., 1997). Estes estudos indicam que o treinamento simultâneo de força e resistência ou o treinamento isolado de força geram pouca ou nenhuma mudança na freqüência cardíaca máxima.
Conclusão
Com base nos estudos revisados, muitos autores sugerem que o treinamento de força pode ser um valioso auxílio ao programa de exercícios de atletas de resistência como corredores de longa e curta distância, ciclistas e esquiadores. Apesar de gerar pouco ou nenhum aumento no VO2 máx., aumenta a potência anaeróbia, melhora a economia de movimento e aumenta também o tempo até a exaustão de exercícios de corrida, esqui e ciclismo. Sendo assim, seus efeitos parecem ser positivos em relação à melhora no desempenho de resistência.
Referências bibliográficas
· ANTONIAZZI RMC, PORTELA LOC, DIAS JFS. Alteração do VO2 máximo de indivíduos com idades entre 50 e 70 anos, decorrente de um programa de treinamento com pesos. Rev Brasileira Atividade Física Saúde 1999;4:27-35.
· BISHOP D, JENKINS DG, MACKINNON LT, et al. The Effects of resistance training on endurance performance. Med Scie Sports Exerc 1999;31:886-891.
· FLECK SJ, KRAEMER WJ. Fundamentos do treinamento de força muscular. Ed. ARTMED: Porto Alegre, 1999.
· GETTMAN LP, POLLOCK ML. Circuit weight training: a critical review of its physiological benefits. The Phys Sports Med 1981;9:44-55.
· HOFF J, HELGERUD J, WISLORF U. Maximal strength training improves work economy in trained female cross-country skiers. Med Scie Sports Exerc 1999;31:870- 7.
· HICKSON RC, DVORAK BA, GOROSTIAGA EM et al. Potential for strength training to amplify endurance performance. J Appl Phys 1988;65:2285-90.
· HICKSON RC, ROSENKOETTER MA, BROWN MM. Strength training effects on aerobic power and short-term endurance. Med Scie Sports Exerc 1980;12:336-9.
· JOHNSTON RE, QUINN TJ, KERTZIR R et al. Strength training in female distance runners: impact on running economy. J. Strength Cond Res 1997;11: 224 -9.
· MARCINIK EJ, POTTS J, SCHLABACH G et al. Effects of strength training on lactate threshold and endurance performance. Med Scie Sports Exerc 1991;23:739-43.
· MAC DOUGALL JD, SALE DG, MOROZ JR et al. Mitochondrial volume density in human skeletal muscle following heavy resistance training. Med Scie Sports Exerc 1979;11:164-166.
· KOMI PV. Strength and power in sport. Blackwell: London, 2003.
· SILVA AC, TORRES FC. Ergoespirometria em atletas paraolímpicos brasileiros. Rev Brasileira Medicina Esporte 2002;8:107-116.
· SIMÃO R. Fundamentos Fisiológicos para o Treinamento de Força e Potência. Editora Phorte: São Paulo, 2002.
· STONE MH, WILSON GD, BLESSING D, ROZENEK R. Cardiovascular responses to short-term Olympic style weight training in young men. Canadian J Appl Sports Scie 1983;8:134-139.
· TANAKA H, SWENSEN T. Impact of resistance training on endurance performance. Sports Medicine 1998;25:191-200.
· WILMORE JH, COSTILL DL. Fisiologia do Esporte e do Exercício. Editora Manole: São Paulo, 2001.